Salário mínimo em Portugal não garante um nível de vida digno!

Recentemente, o relatório do Comité Europeu dos Direitos Sociais, do Conselho Europeu, expôs diversas violações do Estado português à Carta Europeia dos Direitos Sociais no que toca ao trabalho.

O salário mínimo não assegura um nível de vida decente; o trabalho aos feriados não é remunerado de forma adequada; os trabalhos perigosos não apresentam as medidas compensatórias devidas; a desigualdade salarial entre homens e mulheres aumentou e o direito a organizar-se foi dificultado.

De acordo com o Comité, a imposição de cortes salariais à função pública foi unilateral e violou o limite às reduções salariais, e o direito de quem trabalha se organizar foi violado em diversas vertentes. Para além disso, existe uma distorção da representatividade nas negociações entre patrões e trabalhadores; o direito de convocação de greves é reservado em exclusivo aos sindicatos e o tempo de constituição de uma organização de trabalhadores é demasiado longo. Ao ter sido imposto um arbítrio obrigatório para definir serviços mínimos em greves do sector do Estado, foi também cometida uma violação.

O aumento da disparidade salarial entre homens e mulheres era de 12,5% em 2011, tendo subido para 15,7% em 2012, e o Comité exigiu que o executivo envie informação sobre medidas tomadas para reduzir esse fator e garantir uma remuneração igual.

A Troika, constituída pela Comissão Europeia e Banco Central Europeu, viola as leis do Conselho Europeu no que toca ao Trabalho, impondo com os governos nacionais como violar as leis nacionais e internacionais, enquanto isso permitir um desvio dos salários para remuneração das atividades económicas especulativas.

Concluindo, os trabalhadores estão cada vez mais pobres, têm cada vez menos direitos, e assim uma pequena minoria continua a enriquecer, contando com o apoio de governos subservientes e corruptos. 

Notícia: Daniel Bento

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