“Portugal é soberano.” Governo garante autonomia para retirar tropas portuguesas do Iraque

O ministro da Defesa afirma que, caso as condições de segurança se agravem, Portugal tem soberania para retirar os militares portugueses em missão no território iraquiano.

O ministro da Defesa Nacional assegura que os militares portugueses em missão no Iraque “estão todos bem”, mas admite poder vir a retirar as tropas nacionais de território iraquiano. Em declarações à TSF, o ministro João Gomes Cravinho afirmou que Portugal é soberano e tem o direito de salvaguardar os seus interesses.

“Nós temos, atualmente, 33 militares, dos quais 31 em Bismayah, que fica a mais de 200 quilómetros da base mais próxima que foi atacada”, referiu João Gomes Cravinho. “Eles estão muito bem, estão longe do local onde houve este ataque e não há nenhuma preocupação particular em relação à sua segurança”, garantiu.

“Tem havido, ao longo da última semana, um aumento das medidas de segurança dentro da base, os nossos militares estão bem protegidos lá dentro”, reforçou o ministro, adiantando ainda que foram dadas indicações aos militares para que, sempre que saiam ao exterior, usem o colete à prova de balas e tenham à mão o capacete de proteção. “São medidas de precaução, não houve nenhum tipo de incidente próximo da base de Bismayah”, assegurou.

A missão para a qual Portugal estava destacado, no âmbito de uma coligação de forças internacionais, era, exclusivamente, dar treino e formação aos militares iraquianos, porém, nesta altura, “as ações de formação estão todas suspensas”.

“Aguardamos para ver, ao longos dos próximos dias e da próxima semana, se há condições para retomar a formação”, declarou o ministro da Defesa.

Caso estas condições não estejam reunidas, o ministro garante que Portugal tem autonomia para dar ordem de retirada às tropas portuguesas.

“Nós somos soberanos. Naturalmente, temos um diálogo estreito com os nossos aliados e parceiros, mas a decisão é soberana. Tomá-la-emos de acordo com a nossa análise da situação, aquilo que são os interesses portugueses e a possibilidade de Portugal contribuir para a segurança internacional”, esclareceu João Gomes Cravinho.

O Ministério da Defesa Nacional está a acompanhar em permanência a situação, após a morte do general iraniano Qasem Soleimani, comandante da força de elite iraniana Al-Quds, num ataque aéreo dos Estados Unidos da América contra o aeroporto internacional de Bagdade, na última sexta-feira.

A NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) decidiu suspender as operações de treino no país e países como a Alemanha ordenaram já a retirada das tropas destacadas no território.

Fontes: tsf

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