Ok Google, a inteligência artificial fala português, em Portugal

Está oficialmente lançado o primeiro assistente virtual em português de Portugal. Abrimos a boca, falamos português e o telefone responde, dá respostas concretas, ou efectua pequenas tarefas, pode contar piadas a pedido, e se não percebe o que eu digo pede desculpa. Nunca deixa de me espantar.

A maior diferença é poder dizer ao telefone que ligue para alguém, ou que envie uma mensagem sem ter que recorrer ao inglês. É a função que mais uso fora de casa, e frequentemente no carro, confesso, mas em mãos livres. Parece pouco, mas não é! Nas últimas poucas semanas fui um dos que teve autorização da Google para testar o Assistente Virtual em português de Portugal. É o concorrente do Siri da Apple e do Alexa da Amazon, há mais uns mas estes são, para já, os que contam de facto. São os que eu uso para fazer experiências, sempre em inglês. Lá em casa já estamos habituados a acender e apagar luzes com comandos muito britânicos, só foi estranho no início, admito que com visitas nos coibimos destas rotinas, a não ser durante a demonstração da praxe. O assistente funciona em cerca de 25 línguas, incluindo o vietnamita, duas versões de chinês e o português do Brasil, mas nunca entendeu bem os meus esforços para fazer uma pronúncia de novela.

Há anos que já podemos fazer buscas usando voz em português, quer em telemóveis quer em computadores, usando o motor de busca da Google. O assistente abre um mundo completamente diferente. Podemos pedir tarefas ao assistente, que nos abra uma aplicação no telemóvel, ou diretamente a navegação para um determinado local, podemos pedir para efectuar uma chamada como se fosse uma diligente secretária. Com as ligações acendemos luzes, uma a uma ou por sectores, e o meu favorito, entrar na sala e pedir para recomeçar a ver a série da noite anterior, o assistente liga o Netflix e a televisão no ponto certo, sem que eu mexa um dedo. Também é possível dar ordens ao aspirador Roomba para ir cumprir a sua tarefa numa determinada divisão da casa, ou para se carregar quando estamos fartos de o ouvir, mas confesso que recorro muita vezes à força bruta para o levar diretamente ao sítio certo.

Fontes: Expresso

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