Nudez ou beijos por shots? Fecharam-se barracas que promoviam comportamentos “indignos”, na Queima do Porto,.

“Se daqui queres sair, tens de me fazer vir”, escrevia-se numa das barraquinhas que a Federação Académica do Porto sancionou por “incentivar” e “divulgar” online comportamentos e vídeos “indignos”. Os profissionais do Ponto Lilás avisam que “há muito” a fazer.

Na porta de uma barraca na Queima das Fitas do Porto, escreveu-se: “Se aqui queres entrar/ Um calipo tens de chupar/ Se daqui queres sair/ Tens de me fazer vir.” À quarta noite da festa académica, esta porta não se abriu.

A “quadra” estava visível para quem pedia uma bebida ao grupo de estudantes que, na noite de 8 para 9 Maio, já não esteve atrás do balcão. A “Jabardar” foi um dos pontos de venda de bebidas alcoólicas que a Federação Académica do Porto (FAP) encerrou, por agora de forma temporária, depois de reincidirem “os comportamentos sem civismo observados (…) e a divulgação dos mesmos levando, de alguma forma, à sua promoção e incentivo”.
A organização do evento condenou “os atentados à dignidade da pessoa humana”  .

Falam dos vídeos publicados nas contas de Instagram das próprias barraquinhas e em órgãos de comunicação onde se vêem várias jovens mulheres a beijarem-se, alegadamente, para em troca receberem shots grátis, ou que mostram raparigas (e também alguns rapazes) deitadas nos balcões, em alguns casos seminuas ou seminus, enquanto outras pessoas bebem shots a partir de várias zonas do corpo delas e outras filmam.
Os vídeos partem, normalmente, de “desafios”. Como os que estão escritos numa das barracas que, depois da tomada de posição da FAP, admite deixar de realizar alguns dos “challenges” que ainda publicitam nas paredes. Como o flash — expor as mamas — ou os body shots.

“No seguimento da discussão que tem havido eu percebo que a imagem que passa é má”, diz o responsável. “Mas há barracas que têm a fama disso há muitos anos e é isso que as pessoas esperam”, explica, referindo-se a casos em que o preçário não discrimina só preços, mas sim actos de teor sexual.

Notícia: Cassandra Pinto
Fonte: Público

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