
Victor Raquel
Crónista
Miudezas do Mais Fino Recorte Técnico!
Na sequência das evocações do final do primeiro conflito mundial teve lugar no passado Domingo, em Paris, uma grande cerimónia com desfile militar, e tudo.
Estiveram presentes diversos chefes de Estado.
Claro que o sulfuroso Trump esteve presente. Também esteve presente o democrata Putin, a agora santa encartada Sra. Merkl, o muito competente Eng. Guterres, e outros democratas não populistas. Resmas de democratas não populistas de todo o mundo, com excepção do Sr. Trump.
Também esteve presente o nosso Presidente da República. Que lindo que estava. Sempre na vanguarda! Firme e hirto como uma barra de ferro.
Mas não é essa a razão do meu palavrório.
A razão é esta!
Coube ao anfitrião, o PR francês, fazer as honras da casa e proferir umas palavrinhas.
Às tantas disse: «A Europa tem de criar um exército para se defender dos EUA, da Rússia, e da China». Pelos vistos disse isto, em plena cerimónia, e na presença do líder de um país que sofreu milhares de mortos para defender a França. Duas vezes em cerca de 20 anos! Um elefante numa loja de porcelana não teria feito melhor. Sim senhor, o senhor Mácron, está de parabéns.
Agora digo eu!
Então ninguém explica ao senhor que os cemitérios franceses estão cheios de americanos? Ninguém lhe explica que os americanos morreram porque os europeus, e também os franceses, fizeram asneira? E por duas vezes! Ninguém explica ao PR francês que a 1 Guerra ocorreu porque alemães, franceses, ingleses, russos, austríacos e húngaros (Império Austro-húngaro) se meteram numa trapalhada monumental? E que os americanos foram apanhados na borrasca? Ninguém lhe diz que só não fala alemão porque os americanos vieram em socorro do seu país?
Se não falasse alemão devido à 1 Guerra, falava de certeza por causa da 2 Guerra. Em 1940 os Alemães invadiram a Franca num mês! Limpinho e sem espinhas!
Depois de milhares de americanos terem morrido para socorrer a França, e após derrotarem a Alemanha, esses mesmos americanos ficaram na Europa e protegeram-na do tiozinho. Sim, do Sr. Estaline, e da União Soviética. Ninguém lhe recorda o que se passou na Polónia, na Checoslováquia, ou na Hungria?
Então ninguém explica ao senhor que houve, e ainda há, uma coisinha chamada NATO! E que foi essa NATO que permitiu à Europa levantar-se dos escombros. Ninguém lhe diz que foi sob a protecção desse verdadeiro guarda-chuva americano que a França, a Inglaterra, a Bélgica, a Holanda, a Itália, et all, tiveram condições para ultrapassar as dificuldades? Caso contrário corriam sérios riscos de os soviéticos entrarem pela Europa Ocidental como manteiga em focinho de cão!
Já nem me atrevo a falar do Plano Marshall, não vá os mais afoitos dizerem que foi por causa do dinheiro que os americanos vieram combater.
Como se não bastasse, neste momento, são os EUA que pagam a NATO e, em regra, de tempos a tempos, lá vêm eles dar um empurrãozinho às trapalhadas dos europeus.
Francamente! Há alturas em que o silêncio é de ouro!
Por falar em silêncio.
No domingo foram para o saco dois ilustres membros de um clube de futebol. Nas imagens não vi ninguém de algemas. Será que estão destinadas apenas a quem de apresenta voluntariamente?
Ainda cá pelo burgo. Corre grande virote por causa de um deputado que marcou presença no parlamento, sem estar presente! Se não é isto, é mais ou menos!
De imediato uma colega deputada vem a público dizer que foi ela que utilizou a senha para consultar documentos.
Pois!
Vamos lá ver se percebi a sequência!
Um senhor deputado entrega uma senha confidencial a uma colega para consultar documentos de trabalho. Quando esta acede aos documentos o sistema marca automaticamente a presença do deputado. Isto quando o deputado efectivamente não está presente!
Será isso? Não me baralhei?
Ok! Já percebi! A culpa é do informático que desenhou para o parlamento um sistema manhoso. Nada de grave portanto.
O líder do partido, de cujos deputados fazem parte, quando confrontado com a lindeza de situação respondeu em alemão e os restantes partidos com assento na AR, e seus representantes, assobiaram para o ar.
É giro!
Siga!
