HUAWEI confessa seguir o mesmo modelo de privacidade da Apple

O CEO e fundador da Huawei, Ren Zhengfei, afirmou que na eventualidade de ser pedido à empresa que desbloqueio os seus smartphones Android a favor do governo chinês, este seguiria o exemplo da Apple. Em declarações recentes à imprensa internacional, o executivo falou na sua defesa da privacidade.

Para Zhengfei, a Apple é o exemplo a seguir na defesa dos consumidores, respetivos dados e informações.

O exemplo da Apple

De igual modo, já em 2016 a Apple havia desafiado uma ordem jurisprudencial em que um tribunal sentenciou a colaboração com as autoridades. Ou seja, Apple estava obrigada a desbloquear um iPhone 5C, pertencente a um dos perpetradores do tiroteio em San Bernardino no entanto, a empresa acabou por não o desbloquear.

Note-se que para o fazer, a Apple teria que criar uma versão modificada do seu iOS. Resumindo, seria uma ferramenta capaz de desbloquear outros terminais. Perante isto, a empresa não quis que tal ferramenta caísse nas mãos das autoridades (FBI), acabando por não acatar a ordem judicial.

O CEO da Huawei afirmou que os dados dos utilizadores pertencem apenas a estes e aponta que cabe às operadoras a tarefa de acompanhar os consumidores, não à fabricante de smartphones Android. No entanto, a colocação da empresa na lista negra do departamento de comércio dos EUA tem outra justificação.

Ainda que Donald Trump tenha afirmado que o bloqueio será levantado, administrativamente ainda nada mudou. Perante tal facto, a tecnológica continua a desenvolver a sua alternativa, neste caso o HongmengOS, um sistema que pode rivalizar tanto com Android, mas também com o macOS fruto das suas aplicações.

O bloqueio, tem como base o enquadramento legal da China. Ou seja, fruto da lei em vigor, a Huawei pode ser obrigada a fornecer informações ao governo. Aí, sob o mote da defesa dos interesses e segurança nacional, a privacidade alheia poderia assim estar em risco.

Notícia: Jorge Côrte-Real


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