Homem dispara a ‘brincar’ sobre vizinho em Matosinhos

Arguido deixou vítima em casa a esvair-se em sangue.

Estava em casa a manusear o seu revólver, retirou as balas e apontou a arma na direção de um dos dois vizinhos que se encontravam na mesma habitação, num bairro de Perafita, Matosinhos, na tarde de 3 de maio de 2019. Mas Bruno Silva, de 59 anos, não reparou que uma das munições tinha ficado no revólver e resolveu divertir-se com o medo do vizinho.

Premiu várias vezes o gatilho e acabou por disparar a única bala que ficara na arma. A vítima foi atingida na barriga e ficou a esvair-se em sangue. O arguido, ajudante da construção civil, começará hoje a ser julgado por ofensa à integridade física grave por negligência consciente.

Dias após o crime, Bruno Silva foi ao bairro onde os dois vizinhos residem e, de acordo com a acusação, ” disse várias vezes, em tom sério e intimidatório, que se dissessem à polícia que tinha sido ele o autor do disparo, os matava”. Está, por isso, também acusado de tentativa de coação, além de detenção de arma proibida – não tinha licença de uso e porte de arma.

Refere a acusação que o arguido agiu “distraído, desatento e de forma ligeira” e “ainda de forma livre, deliberada e consciente de infringir a lei”.

Projétil alojado na coluna
A vítima sofreu vários ferimentos e, de acordo com a acusação, tem ainda parte do projétil alojado na coluna. A bala provocou rasgos no fígado e no pâncreas. Vários fragmentos ficaram, então, alojados entre o coração e o diafragma. As lesões causaram 108 dias de doença.

O Ministério Público refere que, aquando das ameaças de morte, os vizinhos ficaram “apavorados”, mas acabaram por cotar à Polícia Judiciária tudo o que tinha acontecido quando foram inquiridos.

Fontes: cm jornal

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