Empresa Pfizer escondeu que tinha medicamento para prevenir a doença Alzheimer

Laboratório farmacêutico desistiu de investir na investigação de um medicamento que poderia ajudar a prevenir a demência que já foi considerada a epidemia deste século.

Estes investigadores, do departamento de doenças inflamatórias e imunologia, pediram à empresa para realizar um ensaio clínico com milhares de pacientes, cujo custo estimado era aproximadamente de 71,2 milhões de euros. Mas a Pfizer explicou ao jornal que, após três anos de investigação interna, entendeu que a expectativa de que o dito medicamento poderia impedir a doença de Alzheimer não era afinal assim tão elevada porque a droga não atingia diretamente o tecido cerebral.

A decisão de não continuar a investigar foi exclusivamente científica, disse o porta-voz da empresa.

Segundo recorda o The Whasington Post, a Pfizer decidiu em janeiro de 2018 não avançar com o ensaio clínico e não publicar os resultados com o Enbrel, precisamente na altura em que anunciou ao mundo que estava a encerrar o seu departamento da área neurológica. Na mesma semana era divulgado que os ensaios clínicos levados a cabo por mais duas farmacêuticas para a potencial cura do Alzheimer tinham fracassado.

É normal que um medicamento desenvolvido para tratar uma patologia acabe por ser usado ​​no tratamento de outra. A Pfizer tem também um caso destes: o Viagra foi descoberto e trabalhado para tratar a hipertensão, mas tornou-se num dos maiores sucessos no combate à impotência, dando lucros milionários à empresa.

Em Portugal, estima-se que a incidência da doença atinja cerca de 200 mil pessoas. No mundo inteiro serão mais de 47 milhões.

As investigações incessantes na busca de uma descoberta que permita travar o desenvolvimento ou a cura para o Alzheimer não têm tido sucesso até agora. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que em todo o mundo existam, pelo menos, mais de 47 milhões de pessoas com esta demência, um número que poderá atingir os 75,6 milhões em 2030, triplicando em 2050, podendo atingir os 135,5 milhões de pessoas.

Notícia: Cassandra Pinto

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