De Matosinhos a Cascais, parece que anteciparam a época balnear

Com o sol a brilhar e as temperaturas convidativas de norte a sul, muitos milhares acorreram às praias antecipando a data de início da época balnear a 6 de junho, anunciada na sexta-feira por António Costa.

Foi uma espécie de testes às regras e, pelo que o JN constatou, muitos chumbaram, mas com a promessa de que para a próxima irão cumprir. Se não for assim, sem regras, a partir de 6 de junho, muitos areais vão ser interditos. E pelas reações às medidas de distanciamento, não vai ser fácil respeitar o novo manual das praias. O semáforo de acesso e as limitações horárias às coberturas do sol podem dar “barraca”. Mas também há muitos que acreditam que vai correr tudo bem.

De Gaia a Matosinhos, houve ontem quem aproveitasse o sol para estender a toalha e passear junto ao mar. De bicicleta ou a caminhar, as marginais encheram-se e poucos foram os que usaram máscara ou viseira. Coube à Polícia Municipal, que patrulhou a zona durante todo o dia, alertar para o dever de confinamento.

A família Nascimento retomou os passeios junto à praia de Lavadores, em Gaia. No areal, deitados, alguns apanhavam sol. José Nascimento mostra-se cético quanto ao cumprimento das restrições impostas pelo Governo para esta época balnear. “Acho que não vai funcionar. O pessoal não está sensibilizado. Vai ser tudo ao molho”, prevê. Na Foz, um carro da Polícia Municipal controla o trânsito na marginal. A circulação de carros está condicionada para que a via seja utilizada pelos peões.

Perto da rotunda da Anémona, em Matosinhos, Lígia Pentelhao não arriscou pisar a areia. “Há duas semanas, fui mandada sair da areia pela Polícia Marítima. Se as pessoas respeitarem o distanciamento, não sei qual é a diferença entre estar na marginal e no areal”, disse.

Fontes: JN

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