Carraças estão a dizimar vacas nos EUA(e pode chegar aos humanos).

Uma espécie invasiva de carraças já dizimou um quinto da população de vacas na Carolina do Norte. Os cientistas temem que o próximo alvo podem ser os humanos.

A espécie de carraça Haemaphysalis longicornis tem feito estragos em grande escala nos Estados Unidos. Uma única fêmea bem alimentada desta espécie pode gerar até 2 mil clones através de uma reprodução por partenogénese — ou seja, não precisa de acasalar para ter crias.

A carraça já chegou até dez estados americanos, mas a situação mais flagrante é na Carolina do Norte, onde o aracnídeo já matou um quinto das vacas, simplesmente drenando o seu sangue. Além disso, pode transmitir doenças mortais que podem ser potencialmente fatais para humanos. No mês passado, foi relatado um caso em Nova Iorque de uma pessoa mordida por uma destas carraças.

Enquanto outras espécies sugam o sangue das vítimas durante sete dias, a Haemaphysalis longicornis pode fazê-lo durante 19 dias. Ainda recentemente foi encontrado um boi na Carolina do Norte que morreu por anemia após ver o seu sangue drenado por mais de mil carraças.

Penn State University

Segundo o Ars Technica, a espécie é originária da Ásia e os cientistas continuam sem saber como chegou até à América do Norte. Além dos Estados Unidos, a carraça também já chegou à Austrália, Nova Zelândia e a algumas ilhas do pacífico.

Depois dos últimos incidentes, o Laboratório Nacional de Serviços Veterinários dos Estados Unidos reviu as suas amostras de carraças e encontrou uma larva de Haemaphysalis longicornis que foi retirada de um veado na Virgínia Ocidental em 2010.

Esta espécie de carrapato é também associada à transmissão do vírus Huaiyangshan banyangvirus, que conta com sintomas como febrevómitosdiarreia, falência múltipla de órgãos, trombocitopenia, leucopenia e níveis elevados de enzimas hepáticas.

Por enquanto ainda não foram encontradas, nos Estados Unidos, carraças transmissoras de vírus. Todavia, o diretor do Laboratório de Parasitologia Clínica na Mayo Clinic, Bobbi S. Pritt, diz que este panorama pode rapidamente mudar.

“As descobertas desta investigação sugerem que as mensagens de saúde pública podem precisar de ser alteradas, pelo menos em certas áreas geográficas, para enfatizar uma gama mais ampla de potenciais habitats de carraças“, disse.

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