BE questiona Governo sobre condições precárias de Escola em Leça da Palmeira

O BE questionou hoje o Governo sobre se tem conhecimento das “condições precárias” da Escola Secundária da Boa Nova, em Matosinhos, depois de, na semana passada, alunos e encarregados de educação se terem manifestado a exigir obras.

“De que forma irá o Ministério da Educação agir para garantir que os alunos, os professores e o pessoal não docente da Escola Secundária da Boa Nova, em Leça da Palmeira, têm acesso a uma escola com condições de segurança, conforto e higiene”, pergunta ainda.

Estas questões, endereçadas ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, foram entregues hoje na Assembleia da República e subscritas pelos deputados Luís Monteiro, José Soeiro, Maria Manuel Rola, Joana Mortágua e Alexandra Vieira.

O BE recordou que a Escola Secundária da Boa Nova, construída em 1986, é frequentada por cerca de 750 alunos e apresenta sinais “preocupantes de degradação” devido à falta de obras de remodelação.

“Há problemas de infiltrações, água a correr por cima da instalação elétrica, não se liga a luz em dias de chuva e a canalização e as instalações elétricas estão obsoletas prejudicando todas as aulas e, em particular, todas as atividades e aulas que impliquem o uso de computadores”, revelam os comunistas.

Os deputados denunciam ainda problemas nos balneários, tendo os alunos de tomar banho com água fria por causa da falta de pressão da mesma e problemas de isolamento das portas e janelas obrigando, por vezes, os alunos a levarem cobertores para fazer face ao frio.

Na passada sexta-feira, centenas de alunos e encarregados de educação manifestaram-se e encerraram a cadeado a escola para exigir obras no estabelecimento de ensino que “há muitos anos se encontra degradado”.

Na altura, e em declarações à Lusa, a presidente da associação de pais, Marisa Mota, afirmou que a escola, frequentada por alunos do 7.º ao 12.º ano de escolaridade, “está há muito tempo degradada, a necessitar de obras, que têm vindo a ser sucessivamente adiadas”.

Nesse dia, e em comunicado, a Câmara Municipal de Matosinhos informou que o concurso para a realização das obras será lançado “dentro de dias”.

“Se tudo correr de forma normal, [a obra] arrancará ainda durante o ano em curso, tendo um prazo previsto de execução de dois anos”, afirmou em comunicado.

Fontes: noticiasaominuto

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