
Victor Raquel
Clonista
A Flatulência da Manada!
Quando leio, ou ouço por alto, o que vem na imprensa fico com uma sensação de absorção ao contrário.
Perceberam? Eu também não.
Ou seja. Acabei de ler, com estes que a terrinha há-de comer o plano não sei do quê do Ministério do Ambiente e da Transição Energética (até fiquei cansado de escrever tamanha enormidade – perdão nome).
Entre as diversas pérolas consta do tal plano aumentar o efectivo de carros eléctricos para 100%, redução de bovinos entre 25 a 30% e redução dos incêndios florestais com o consequente aumento da área florestal.
Fiquei boquiaberto! E porquê?
Porque tudo isto é em nome da neutralidade carbónica.
Para as sumidades do dito ministério (nem me atrevo a escrever novamente o nome) há que acabar com os fogos, não por causa das vidas que se perdem (e nos últimos anos contabilizam-se às centenas), pelo património destruído (e nos últimos anos foram milhões de euros de danos) ou pelo impacto no ambiente e na economia (em muitos locais dificilmente reversíveis). Ao invés, desejam reordenar a floresta, e acabar com os incêndios, para que Portugal seja neutro em carbono.
Esta justificação para além de me fazer gelar as veias pela insensibilidade perante a vida e o património, reafirmou uma convicção antiga. Não existe justificação para a existência deste tipo de estruturas ministeriais. É dinheiro dos contribuintes mal gasto.
Pior! Irão obrigar os mesmos de sempre a gastar ainda mais dos seus cada vez diminutos rendimentos em aplicação de regras manhosas, regulamentos astutos, e normas fúteis, que terão como inevitável, e provável consequência, a imposição de limites à propriedade privada. Isto sem falar das inevitáveis taxas e taxinhas que para ai virão.
Dois exemplos?
Alguém quer plantar um determinado tipo de árvore. Não pode sem autorização. Ponto!
O objectivo declarado de atingir 100% de carros eléctricos constitui outra patacoada!
E quem não tiver capacidade económica, ou quiser adquirir um carro eléctrico, como faz? Anda a pé?
Não! Pode sempre ir de boleia ou de transporte público.
E quem não quiser ir de boleia ou de transporte público?
Vai de bicicleta.
E quem não quiser ir de bicicleta?
Vai de trotineta! Ou não vai de todo e ponto final!
Recordo que este racional acabou com as lâmpadas normais há uns anos. Custavam uns cêntimos. Agora só existem lâmpadas que as luminárias decidiram por bem, com um preço brutal, em alguns casos com efeitos negativos na vista do ser humano, e com a conta da luz sempre a subir. Vantagens? Não sei. Desvantagens? Para os mais desfavorecidos economicamente muitas! A começar por arranjarem dinheiro para comprar uma simples lâmpada. Que amigos que são dos desfavorecidos.
O mesmo racional se aplica às vaquinhas.
Reduzir a manada é o objectivo.
Quem quiser comer vaca, ou boi, terá de pagar mais. Se hoje compra 1kg de carne de vaca por 7 ou 8 euros com estas medidas pagará o dobro.
A vaca, e o boi, passarão a fazer parte do cardápio gourmet só acessível aos mais abastados.
Os outros… os que não podem… que comam forragem que é bom para a tosse.
Tudo isto em nome do carbono. Mas o mais engraçado é a justificação.
A flatulência dos bovinos provoca aquecimento global. E porquê? Por causa do metano. As vaquinhas quando exalam as suas flatulências largam metano que aquece o planeta.
Ao mesmo tempo gritam, e bradam, pela reconstrução das manadas de gnus, elefantes e girafas em África. Dos bisontes na América e dos búfalos na Ásia. Ah! Mas esses são chiques. Não exalam ventosidades com metano, nem contribuem para o aquecimento global.
Enfim… Campeia o desnorte e caminha-se a passos largos para a tirania, onde uns quantos iluminados decidem o que é bom para os restantes.
Quem não concorda?
Ah! Esses são amigos do petróleo, do tabaco, e do Trump. Uns trollls que não terão opção senão obedecer. Isto porque, como alguém dizia, num Estado totalitário tudo o que não é proibido é obrigatório.
Em França, por conta deste racional, têm andado a partir tudo.
Nos EUA elegeram um PR que não alinha pelo diapasão, logo é o tinhoso em figura de gente.
Na Ásia riem-se destas finezas.
Em África só querem um pouco mais de tecnologia.
Na América Latina fogem para os EUA.
E na Oceânia?
Esses estão por conta dos Cangurus.
Voilá!
Está explicada a razão da decadência da Europa que cada vez mais se reduz à sua insignificância. E irrelevância!
Siga!
