Procura de quartos para arrendar cresce 52%

“Este estudo aponta uma tendência clara: apesar da notória subida do preço médio dos quartos para arrendar, a procura não parece ressentir-se. Antes pelo contrário”, sublinha Andreia Pacheco, brand manager do OLX Portugal.

A tendência já se tinha verificado no ano passado e voltou a dar sinais em 2019: entre os meses de maio e agosto, a procura de quartos para arrendar registou uma subida considerável. Segundo o portal de classificados OLX, que apresentou hoje um estudo com base nos dados apurados pela plataforma online, Lisboa, Porto e Faro são as cidades onde o preço médio por quarto é mais elevado.

Na capital, um quarto não fica por menos de €345 por mês, num ranking que é seguido por Faro (€291), Porto (€280), Setúbal (€273) e Évora (240%). Na lista das cidades onde o arrendamento é mais barato estão Castelo Branco (155€), Vila Real (157€) e Viseu (175€). À excepção de Castelo Branco, Faro e Portalegre, o preço médio por quarto subiu em todos os distritos portugueses.

Analisando os resultados mais em detalhe, percebe-se que Lisboa é a cidade onde a procura é maior, registando mais de 113 mil contactos de interessandos em arrendar quartos anunciados naquela plataforma (um crescimento de 15% relativamente ao mesmo período do ano passado).

Entre os locais com maior procura dentro da área metropolitana de Lisboa estão Sintra, Arroios, Odivelas, Oeiras e Benfica. No Porto, a procura incide sobretudo na zona de Paranhos, Matosinhos, Vila Nova de Gaia e Gondomar. À excepção de Castelo Branco, Faro e Portalegre, todas as cidades aumentaram o preço do arrendamento.

No que respeita à oferta, Lisboa é a cidade com mais anúncios de quarto publicados no OLX (766, em Setembro), seguida do Porto (216), Setúbal (128), Coimbra (102) e Faro (57).

Outro dado relevante surge da comparação do perfil etário do total de pessoas que pesquisam no OLX vs. as que pesquisam na categoria em causa, já que, proporcionalmente, a categoria de quartos para arrendar tem um share de pessoas entre 18-24 anos muito maior que a média da plataforma (8% vs 15%).

“Este indicador vai ao encontro afirmação anterior e prova que nesta categoria sãosobretudo os estudantes universitários que procuram no OLX soluções de residência mais económicas para os próximos anos das suas vidas”, conclui Andreia Pacheco

Fonte: Expresso

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