5G: a nova revolução nas telecomunicações móveis

A tecnologia 5G permitirá um desempenho muito superior à rede móvel atual, porém, há dúvidas sobre riscos para a saúde. 

O  5G poderá ter varios riscos prejudiciais para a saúde. Estas dúvidas têm levado ao bloqueio do avanço desta tecnologia em alguns países, como a Bélgica. Também as instituições da União Europeia têm recebido alguns apelos para bloquear o avanço da tecnologia 5G por receio das consequências do aumento da radiofrequência para a saúde. No entanto, o que se sabe sobre esta tecnologia, até agora, não constitui motivo de preocupação.

Em fase de desenvolvimento, a nova geração de telecomunicações móveis irá permitir um desempenho muito superior ao 4G. A tecnologia 5G tem uma velocidade de transmissão que pode alcançar os 10 Gbps, 10 vezes superior à tecnologia atual; uma resposta de rede que vai ser 6 vezes mais rápida e a possibilidade de ligação a um número mais elevado de equipamentos.

Espera-se que o 5G traga um grande aumento do desempenho das redes móveis em termos de capacidade, fluxo de dados e resposta de rede. Permitirá responder com eficácia a novas necessidades de serviços de realidade aumentada e vídeos imersivos, mas também a aplicações futuras em que é fundamental um tempo de resposta extremamente curto: condução remota de veículos automóveis e drones, condução autónoma ou serviços de emergência.

Mas apesar das vantagens tecnológicas, a tecnologia 5G  poderá trazer riscos a saúde.

Tal como a rede móvel atual, a rede 5G usará radiação eletromagnética (EM). A frequência desta radiação será mais elevada para 5G e terá um alcance menor. Ou seja, serão necessárias mais antenas para cobrir a mesma área, mas também emitirão uma potência mais baixa.

O corpo humano tem uma grande capacidade de regulação da temperatura interna, mas um dos perigos para o corpo humano da exposição a radiações de alta frequência (de 100 kHz a 300 GHz) e o resultante aumento de temperatura, dependendo da intensidade e duração, é o aquecimento dos tecidos expostos e consequentes danos sérios para a saúde, como ataques cardíacos ou queimaduras.

A radiação de alta frequência é usada numa grande variedade de tecnologias: além de telemóveis ou Wi-Fi, também são usados na medicina (em ressonâncias magnéticas ou raio-x).

Até ao momento não há razões para preocupação com a introdução da rede 5G e os seus efeitos para a saúde. Não existem ainda evidências científicas que suportem que a radiação eletromagnética do 5G é prejudicial para a saúde.

O 5G faz uso da radiação eletromagnética tal como a rede móvel atual, ou seja, tem um efeito semelhante ao da tecnologia 3G/4G para o corpo humano. O campo eletromagnético ao qual o corpo humano é exposto é muito maior quando se faz um telefonema com o telemóvel do que quando se está perto das antenas. Com a entrada da rede 5G a longo prazo, depois de desabilitadas a redes 3G/4G, ocorrerá uma diminuição da intensidade média de radiação.

A comercialização mundial do 5G está prevista para 2020.

Notícias: Daniel Bento

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